Para não ser repetitivo, poderão consultar as caminhadas realizadas em Gouveia em vagabundeando.blogs.sapo.pt
A CASA
A Casa do Forno, propriedade da família Prata, encontra-se edificada sobre um antigo forno comunitário e, é uma moradia geminada por um dos alçados laterais e composta por dois pisos, estando disponível para utilização no âmbito do turismo rural.
No piso do rés do chão, funciona a sala + cozinha e despensa, apresentando-se completamente equipada.
No 1º andar, existem 2 quartos com cama de casal e ainda 1 wc completo.
APOSENTOS
Os dois quartos e ainda a possibilidade de utilização do sofá cama existente na sala + cozinha.
Para os aposentos existem todas as roupas necessárias para o uso normal.
LOCALIZAÇÃO
Rua do Terreiro
(nas imediações da igreja matriz)
6290-111 MANGUALDE DA SERRA
GOUVEIA
Coordenadas GPS
N 40º 27`54``
W 7º 37`14``
Gouveia 5 Km
Manteigas 32 Km
Seia 12 Km
Linhares da Beira 25 Km
Mangualde 28 Km
Porto 172 Km
Coimbra 106 Km
Lisboa 309 Km
CUSTO DIÁRIA
CASA COMPLETA - 2 QUARTOS + A POSSIBILIDADE DO SOFÁ CAMA
- Maio a Outubro € 50,00
- Novembro a Abril € 80,00
- Carnaval € 90,00
- Páscoa € 90,00
- Passagem de Ano € 100,00
CASA COMPLETA - 2 QUARTOS
- Maio a Outubro € 40,00
- Novembro a Abril € 65,00
- Carnaval € 90,00
- Páscoa € 90,00
- Passagem de Ano € 100,00
CASA COMPLETA - 1 QUARTO
- Maio a Outubro € 25,00
- Novembro a Abril € 40,00
- Carnaval € 90,00
- Páscoa € 90,00
- Passagem de Ano € 100,00
ANFITRIÕES / CONTACTOS
- Maria José Prata 965558336
- António Prata 966613879
A realização da Grande Rota através da Linha do Vouga, desde Viseu até Sernada do Vouga (troço desactivado) está a ser preparada e está previsto decorrer entre 25, 26 e 27 de Setembro próximo, podendo ser consultado em vagabundeando.blogs.sapo.pt.
A aventura na grande rota no Alvão pode ser consultada em vagabundeando.blogs.sapo.pt
Não se trata de uma triângulação, mas sim de três aldeias em Arouca onde se pode realizar dois percursos: de Regoufe a Covelo de Paivô e de Regoufe a Drave. O objectivo proposto aos amigos que me acompanharam: Cláudia, Nuno, Mariana, Nuno e Rui foi de transformar ambos os percursos em apenas um. Esta ideia não era nova, pois já havia realizado esta experiência e ficado satisfeito com o resultado.
Depois do encontro algures em Lourosa, partimos para Arouca, onde paramos para o tradicional pingo, café, que desta vez, foi acompanhado por Pão de Ló da região, sugestão apresentada pela colaboradora do café, prontamente aceite por quem quis deliciar-se e ficado agradado.
Partida que o tempo urge, para um dos limites do concelho. Nesta viagem, e serpenteando entre as montanhas por companhia, foi-me comunicado pelos amigos mais recentes que constitui amizade, uma agradável notícia: a Cláudia e o Nuno vão oficializar a sua união em 08 de Março próximo com casamento. Fiquei muito contente. Parabéns Amigos. Ao darem este passo, só posso concluir que ambos tem a certeza que encontraram a pessoa certa para viverem uma vida espectacular de construção de muitos e grandes momentos de felicidade.
O percurso tem início em Covelo de Paivô e temos a companhia do Rio Paivô. O vale é magnifíco e alberga campos de cultivo, onde se podia observar agricultores nas suas tarefas de tratar a terra por tu, com a experiência a manifestar pormenores em socalco que qualquer artista gostaria de passar para o papel. Aqui o granito impera até Regoufe. Situação observada na própria constituição do caminho onde era observável marcas do tempo que nos transportavam para a altura em que os carros de tração animal eram o único veículo disponível por aquelas paragens. Ainda hoje existem, mas o tractor cada vez mais começam a ganhar terreno.
Existem uma parte do trilho que não resisti a comparar com uma cena do filme do Senhor dos Anéis, faltando apenas a neve.
A certa altura o Rui manifestou que o percurso não estava a ser fácil. A falta de prática e de exercício físico não deixava margem para dúvidas para as dificuldades gravadas no seu rosto.
Antes de Regoufe foi observado um portão de construção improvisada mas com igual utilidade como se trata-se de um outro dito normal.
A aldeia de Regoufe e a sua ribeira com o mesmo nome, encontra-se cravada no vale, que parece ter a função de unir o granito, até Covelo de Paivô, e o xisto até Drave. Na 2ª guerra mundial esta aldeia mineira de extração de volfrâmio teve concerteza grande movimentação. Não apenas de trabalhadores, mas igualmente de membros de ambos os lados do conflito, pois o regime somente para o final é que decidiu manifestar o apoio aos aliados, e se calhar até mesmo de espionagem. Tempos recordados na altura com grande azafama pelas ruas, que hoje os cães, galinhas e outro gado, para além dos seus simpáticos habitantes, são aqueles que insistem em manter viva numa aldeia que ainda resiste. A agricultura é igualmente fonte de sustento e quando se está a subir, após de se dar início para o trilho até Drave, pode-se observar um conjunto de verdes nos campos que mais parece um catálogo de cores para se escolher e aplicar numa divisão de qualquer habitação.
O xisto passa a fazer parte do trilho, mas mesmo aqui se pode observar a marca do tempo das rodas dos carros de bois.
Já se avista Drave e com ela surjiram os primeiros pingos, mas apenas ameaço que não se manteve. A aldeia está completamente parada no tempo, embora uma organização escotista pretenda dar vida, mas o projecto sem dúvida muito interessante, necessite de outro tipo de apoio, pois fica a impressão que a obra é grande, os trabalhadores existem, mas os meios não se encontram com a disponibilidade de acordo com a vontade. Para além de outras casas serem adquiridas por particulares que ainda não mostraram interesse na realização do restauro.
A primeira vez que visitei Drave, ainda eram residentes no Solar dos Martins de Drave o Sr. Martins e a esposa Dª Maria. Entretanto um deles terá ficado sozinho, ao que julgo saber após o falecimento do outro. Só assim é que a solidão se tornou demasiada e impossível de suportar e rumou para casa de familiares.
A aldeia é agradável para se estar e foi o local escolhido para o almoço. Transmite calma e paz, coisas que no quotidiano cada vez mais temos dificuldade em encontrar. Em Drave é que mais existe e nesse contexto cada um de nós absorveu a tranquilidade, ainda que por momentos, que tanto deseja.
Após uma visita à aldeia, foi iniciado o percurso de regresso. A visão era a mesma, mas existem sempre aspectos novos que concerteza escaparam na primeira passagem.
Em Regoufe uma breve paragem no fontenário, com os cães a virem dar as boas vindas e desejos de continuação de uma boa caminhada.
Quase no final, o Rui teve uma pequena lesão num dos pés e concluiu o percurso com colaboração. Esperando que este facto negativo não o demova da intenção de continuar a realizar caminhadas.
A exemplo da experiência anterior, voltou a ser uma boa caminhada.
Na companhia dos amigos Nuno, Cláudia e Pedro, apontamos o azimute para a serra de Montemuro, onde realizamos o PR1 da região de Arouca. Foi a segunda tentativa, depois de há quinze dias não ter ter sido possível devido às condições adversas e ao facto de termos iniciado mais tarde que o previsto a caminhada.
Trata-se de um percurso com a distância de 19 kms, duração entre 5/6 horas e de dificuldade média.
Neste momento carece de manutenção em termos de sinalização, pois existem troços em que os sinais básicos não existem. Nada que uma bússola e pontos de referência não resolvam, mas se estiver nevoeiro a tarefa é muito mais difícil.
A saída é da capela da senhora do monte, em Alvarenga, onde deixamos a viatura.
O início do percurso é sempre a subir com grande inclinação e com um ponto ou outro para endireitar as costas.
A paisagem é sublime. Uma aldeia que nos deixa observar as suas terras de cultivo em socalco, sem dúvida um quadro digno de registo.
Chegados ao parque eólico, a sinalização é inexistente. O próximo ponto a alcançar era a capela de s. pedro do campo a norte, pelo que rumamos nessa direcção.
Os sinais começaram a aparecer de forma muito timida com a capela logo a seguir.
Ao longe, a paisagem oferecia-nos o retrato lindo com nuvens comparadas a algodão.
No entanto conforme surgiram, também desapareceram. O próximo ponto de referência é o marco geodésico que indica a altitude de 1222 e uma antena, encontrados a corta mato. Este foi o local escolhido para o repasto do almoço.
Continuado a caminhada e com a aldeia de Noninha à vista, observamos no meio do nada uma manifestação de propriedade que era impossível não registar fotográficamente.
Até à aldeia é sempre a descer e foi esta facilidade que proporcionou um diálogo sobre amizades e caminhos a seguir na vida.
Existiu alguma dificuldade em entrar na aldeia, pois mais uma vez a sinalização não ajudou e como havia de transpor um ribeiro, a opção era apenas uma, mas com teimosia foi conseguido.
Noninha com casas em xisto e cobertura de lousa. Desconheçendo a origem da designação, a imaginação logo criou uma "lendia". Originalmente seriam umas terras pertencentes uma Ana, claro que para os residentes Dona Ana, que entretanto por uma questão de afectou passou a Doninha, e finalmente alterada pela expressão de um fanhoso para Noninha. Claro que tudo não passou de uma brincadeira, face à designação engraçada.
Gente simpática que até nos alertou que o caminho estava inundado o que confirmamos, mas tendo sido ultrapassável.
A aldeia seguinte foi Bustelo.
Chegados ao início do percurso, cerca de seis horas depois, onde trocamos de vestuário e lanchamos.
Aproveitando a especialidade da região, carne da raça Arouquesa, fomos procurar em Alvarenga, mas foi optado por se adquirir em Arouca.
Ficou agendado a próxima caminhada para 2 de Fevereiro até Mondim de Basto e a realização de uma Grande Rota em 25 e 26 de Abril.
"O homem encontra-se a si mesmo, na imensidão da montanha. A grandiosa solidão do caminhar, por vales e cumes desertos, leva o homem ao seu próprio interior, encontrando os seus próprios valores ocultos, e com este caminhar sente uma necessidade, de subir cada vez mais alto...e cada vez mais difícil, não buscando nisso nenhum recorde, nem nenhuma recompensa, senão única e exclusivamente satisfazer a sua ansiedade."
A aventura na linha do tua pode ser consultada no blog vagabundeando.blogs.sapo.pt.
Trata-se do Percurso Pedestre com a identificação de PR5 e localizado em Vouzela. É um trilho de dificuldade muito baixa.
Tem início e términus na antiga estação do caminho de ferro de Moçamedes, que durante muitos anos serviu a população que utilizava o comboio e que actualmente continua a servir, pois a séde da junta de freguesia encontra-se instalada no edifício. Foi dado uma utilidade ao edifício, situação que pouco se observa nas linhas desactivadas.
A sugestão é que o percurso seja realizado no sentido estação - igreja velha de são iguel do mato - capela de nosso senhor da agonia, mas foi efectuado no sentido contrário.
Em Moçamedes atraiu-me uma janela de uma velha casa de pedra composta por telhas de meia cana acondicionadas umas sobre as outras.
Mais à frente uma cadeira e um banco convidavam ao descanso, mas recusado, pois o percurso mal tinha iniciado.
Um castanheiro envergonhado que tinha soltado poucas castanhas.
A ribeira da pacheca, cuja travessia apresentava ter existido em pedra, mas concerteza com o tempo ou as subidas de caudal deram por terminado a sua função, que foi substituído por uma em madeira.
Um pouco mais acima e já se avistava a capela do nosso senhor da agonia. Conta a lenda que foi descoberto por um grupo de crianças. Andavam no local a apanhar lenha, contráriamente ao habitual nesta coisa de lendas de descobertas de senhores e senhoras, que é andarem com gado.
Sempre a subir até alcançar o troço da antiga linha do caminho de ferro e que é aproveitada pelos praticiantes de bicicleta de montanha.
Já se avista a igreja velha de são miguel do mato, que lamentávelmente se apresenta completamente em ruínas, assim como o cemitério. Responsabilidade? Desconhecidas, mas fica a impressão de que construiram uma outra igeja e a presente deixou de ter interesse. Enquanto serviu...
No troço da linha desactivada do caminho de ferro e nas imediações da igreja velha existe um túnel e ainda apresenta marcas da passagem do comboio, pois o tecto apresenta-se negro nas máquinas a carvão.
O trilho tem continuação pela mesma linha e termina na antiga estação de Moçamedes.
Nota: O prospecto é muito rico em informação e imagem, mas possuí uma lacuna para os praticantes do exterior e não conhecedores onde fica situado Moçamedes no concelho de Vouzela. Falta uma representação simples do concelho para melhor orientação. A sugestão foi deixada no posto de turismo. Estou em crer que será objecto de revisão nas próximas edições.
Foi de facto uma grande e espectacular aventura.
Os elementos participantes decidiram que faria sentido criar um blog relatando toda a aventura. Estou em crer que em breve irei indicar o respectivo link.
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